Parabéns - Projecto da Gebalis distinguido pela Fundação LIGA Portuguesa do Deficientes Motores


Por Bruno Abreu - Jornal A BOLA

A Dona Rosa estava há 36 anos deitada numa cama. Nesse tempo as suas actividades não passavam do leito, pelo menos sem ajuda. Funcionárias da Santa Casa da Misericórdia iam diariamente ao seu apartamento, no bairro da Quinta do Ourives, em Lisboa, para a auxiliar com a alimentação, banhos e para limpar a casa. Mas essa ajuda deixou de ser necessária.

A Gebalis, empresa que gere os bairros de Lisboa, investiu na casa da Dona Rosa, que pode usufruir dela graças às novas tecnologias. O projecto recebeu esta terça-feira a distinção «Selo Acesso», prémio dado pela Fundação LIGA - Liga Portuguesa do Deficientes Motores, fundada em 1954, que promove o auxílio a quem tem dificuldades de mobilidade - como reconhecimento pelas boas práticas em favor dos deficientes motores.

«Em diversas deslocações a casas geridas pela Gebalis constatámos que a reabilitação normal não servia as necessidades dos utilizadores. Começámos então as boas práticas e apercebemo-nos que a LIGA ia lançar a distinção. Candidatámo-nos, fomos avaliados e recebemos o primeiro ‘Selo Acesso’», contou a A BOLA Miguel Ganhão, arquitecto da Gebalis, responsável pela zona sul de Lisboa.


A casa da Dona Rosa

A Dona Rosa teve direito a uma casa à sua medida. O apartamento de 60 metros quadrados não dava para grandes invenções, mas tudo se arranjou: uma cadeira permite que saia da cama e ande pela casa. Se for à cozinha, os balcões e os armários baixam-se (literalmente) até à sua altura, facilitando o acesso a tudo o que precisa. A casa de banho também foi adaptada para poder tomar banho sozinha e, ao lado da sua cama, foi instalado um painel electrónico para que possa acender e desligar luzes, ver quem está à porta, etc.

Tudo isto custou 18 mil euros à Gebalis, que vai contando com a ajuda de vários parceiros que ajudam a adaptar as casas aos seus inquilinos. «Este projecto é a menina dos nossos olhos e já estamos a estendê-lo», acrescenta Miguel Galrão.

Primeira casa totalmente wireless

No Bairro da Boavista, está a ser preparada outra casa. Um jovem de 24 anos, que sofre de paralisia cerebral, está completamente dependente de ajuda, pois só mexe o pescoço e as pontas dos dedos. Por isso a tecnologia vai dar uma mão, naquela que será a primeira casa totalmente activada por wireless. «Desta forma vai-se conseguir a autonomia do jovem, que poderá controlar tudo na sua habitação», diz o arquitecto. O projecto estará terminado no fim de Janeiro.

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